Eu preciso dizer que te amo

Vou ser prática, porque a vida corre rápido e não tenho tempo pra ficar explicando sentimento que é meticulosamente explicitado diariamente. Assim, não quero ser grossa: longe disso. Mas você me conhece melhor do que ninguém e sabe que eu não sou de muito mimimi. Então, vamos logo: eu preciso muito dizer que te amo.

Preciso mesmo, mas vou ser prática pra não aumentar muito a conversa. Bem, tá aí: eu te amo e preciso que você saiba disso pra que você jamais ache que não levo seu cafuné matinal a sério. Na verdade, me importo muito e o amo quase tanto quanto amo você. Preciso dizer que te amo pra que você tenha convicção plena de que seus beijos são os melhores que já provei, que seus braços têm os melhores abraços da vida e que são seus olhos que quero olhar todos os dias antes de dormir.

Eu preciso dizer que te amo pra que você jamais deixe, em hipótese alguma e sob nenhuma desculpa, esfarrapada ou justificável, de dormir ao meu lado diariamente, deixando o calor do seu corpo passar direto para o meu. Digo que te amo, agora, nessa forma rápida de dizer “eu amo você” pra você não esquecer, no meio do stress, que tem alguém aqui, do lado de dentro do peito, te enviando todas as coisas boas que te cabem. Então, sempre que sua cabeça te enfurecer, teus trabalhos te cansarem, teus olhos pesarem, tua mente enfurecer, não esqueça que tem alguém aqui que, mesmo que na correria e na falta de tempo, tirou um tempo pra te lembrar que precisa dizer, mesmo que de um jeito meio tonto, que te ama sem nem pensar no porquê.

Eu preciso dizer que te amo, porque aprendi a tomar as rédeas da minha própria vida e te amar é a escolha mais certeira que eu tomei nos últimos tempos. E, também, porque sei que, nós dois sendo tanto como somos nós dois, essa escolha se tornará diariamente certeira até que deixe de ser.

E te digo que se deixar de ser, meu bem, não existirá um momento nessa vida em que me arrependerei de ter parado esses minutos para lembrar que eu, por muito sentir, precisava dizer que te amo.

Escrito por Gi Marques

Sou a poesia da contradição com incontinência verbal contando histórias que vivi e inventei (qual é qual já não posso te contar)