Quando a frustração te abraça apertado...

Quando a frustração te abraça apertado…

Planos são projetos feitos para o futuro. Próximo ou distante. Existem planos do que será do dia seguinte ou das obrigações que virão logo depois do almoço. Planeja-se, mesmo que apenas mentalmente, o tempo dedicado ao ócio e o tempo aos inúmeros ofícios de um dia corrido.

Além dos planos corriqueiros, existem os projetos de vida.

Estamos sempre idealizando os primeiros ou os próximos. O primeiro ou próximo emprego. A primeira faculdade ou a próxima especialização. O primeiro filho. O próximo namoro. O primeiro carro. A próxima grande viagem. O primeiro não ao chefe – ou o próximo sim ao que você não acredita, mas precisa fazer pra pagar a próxima conta.

Tudo que é planejado, sonhado ou idealizado gera algum tipo de expectativa. Espera-se algo daquilo – tanto do sim quanto do não, tanto do primeiro quanto do próximo. O plano é que dê certo. O sonho é que se realize. A ideia é que aconteça. Mas, muitas vezes, não dá certo, não se realiza e não acontece. Nem depois do almoço, nem no dia seguinte e tampouco no próximo ano. Fica pelo meio do caminho.

E no meio desse caminho quem te espera de braços abertos e rosto sisudo é a frustração. É um abraço que, de tão apertado, pode abrir ou gerar algumas feridas. Bem ao pé do ouvido, a frustração te fala sobre a sua incapacidade de realizar. Ela faz você acreditar que não tem forças pra pular os obstáculos que surgem no trajeto. E te dá a certeza que ser feliz é uma grande bobagem.

Quem fica envolto nos braços da frustração vai diminuindo ao passo que ela cresce e abraça mais forte. Ela sufoca até que você perca as forças de retornar ao caminho. Mas atenção! Nem que você tenha que voltar ao início de tudo, empurre a frustração de lado e continue caminhando.

Quem está na estrada, continua fazendo planos. Da primeira parada ao próximo destino, seja na curta trajetória de um dia ou numa longa estrada da vida, o importante é perceber que as únicas pessoas que realizam são aquelas que planejam, idealizam e sonham quantas vezes for necessário.

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Escrito por Vinicius Andrade

Jornalista amante da escrita. Criador do Crônicas do Agora. Interessado em boas conversas, textos e histórias.